A produção de alimentos naturais, orgânicos e agroecológicos, o incentivo à criação de cultivos tradicionais, a valorização de sementes ancestrais e o combate ao uso de agrotóxicos sempre foi uma das linhas de frente de atuação do Instituto. Incentivamos financeiramente adquirindo muitas vezes as produções locais, fazemos pontes para a realização das vendas desses produtores e constantemente estamos trazendo a importância e o valor dessas práticas para a população local, muitas vezes combatendo fortes correntes contrárias a esse ideal. Produzimos também em nosso viveiro muitas espécies de valor para a agricultura, como mudas de cacau, abacaxi, manga, cupuaçu, açaí, lima, abacate, dentre outros.
Atualmente em 2025 o instituto vem trabalhando com a capacitação de boas práticas e apoio a produção de polpa de açaí, abacaba e patauá, palmeiras de grande valor nutricional da floresta. Já tivemos duas oficinas e outra será realizada em Fevereiro de 2025
Na linha de frente como coordenadora de produção do açaí em vivências de capacitação e como uma das principais parceiras produtoras que utiliza as instalações do instituto para sua produção própria, atuamos com uma tranbalhadora, mãe, de grande experiência vivencial com produção e manejo de recursos de reservas extrativistas como frutas, macaxeira, leite, queijos, açaí; Sebastiana da Rocha, conhecida como Branca, que reside entre o município de Jordão e a comunidade do Xapuri, na reserva extrativista do Rio Tarauacá-AC. Aos interessadoz em adquirir algum produto natural diretamente dela, entrar em contato pelo telefone: 68-99250-6404
Ainda nessa linha, temos atuado como pioneiros regionais no trabalho com açaí liofilizado, um grande potencial de nossa região, podendo gerar diversos empregos e movimentar milhares de reais, através da produção de um produto que contribui para a floresta em pé e pode ser facilmente transportado do Jordão e menores volumes, uma vez que devido ao isolamento geográfico, a logística de exportação local é bastante complexa. A produção é ainda experimental pela falta de recursos para estabelecer uma cooperativa de frutas liofilizadas, que é a intenção do instituto, mas tem tido boa aceitação e despertado o interesse de muitas pessoas na região e fora.
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A partir da análise do território, foi observado que existiam projetos relacionados ao trabalho de Spagirya envolvendo o povo Huni Kuin, projeto realizado pelo Instituto Guardiões da Floresta, demoninado Casas de Essências, através do qual, a Escola de Spagyria de São Gonçalo do Rio das Pedras, representada no início através da presença do Mestre Indio Gallo, trouxe os primeiros conhecimentos sobre a destilação de óleos essenciais para os povos locais, em forma de oficinas e vivências formativas na linha da Spagirya, e promoveu a construção de laboratório artesanais de destilação de óleos essenciais e produção de alguns outros tipos de medicamentos spagíricos, em aldeias como São Joaquim e Novo Natal, no Rio Jordão.
Os membros do Instituto Flor da Floresta, mesmo antes de sua formação oficial, já apoiavam tais iniciativas locais de forma particular, auxiliando as famílias que trabalhavam na produção de óleos essenciais com assitência em saúde e doações de equipamentos e aquisição de seus produtos. Após a formalização, o instituto manteve o foco em tal linha, e através parcerias e doações, conseguiu financiar para trazer novamente a equipe da Escola de Spagirya de São Gonçalo, para uma nova fomação em destilação de óleos essenciais que foi ministrada para todas as aldeias que tivessem interesse, sendo também um curso de reciclagem para os produtores que já haviam realizado a formação, tendo contado com a partcipação de aproximadamente 10 aldeias. O curso ocorreu em 3 locais no período de 15 dias: Sede municipal do instiutto Flor da Floresta, no Jordão, Centro Campo Sagrado na aldeia Nova Empresa e Escola Nova Revisão, onde foi junto das aulas inaugurada a Escola Nova Revisão, que pode ser conferida no link Projeto Escola Nova Revisão.
Essa grande vivência educacional também promoveu a doação de diversos equipamentos para as equipes dos laboratórios de destilação já existentes no município, e 3 aldeias foram beneficiadas com equipamentos completos para a realização de destilação de óleos essenciais (Nova Empresa, Nova Extrema, Nova Revisão).
Continuamente existe o fornecimento de insumos para a produção desses óleos para alguns produtores indígenas locais (ex.: frascos de vidro âmbar para envase dos óleos, entre outras vidrarias laboratoriais), além da tentativa contínua de estabelecer pontes que auxiliam na venda desses produtos, para garantir renda para esses produtores, bem como melhorias para suas aldeias, como foi feito o projeto envolvido na produção de óleo essencial de Lima com a empresa Terral (veja o produto aqui) – que beneficiou o centro familiar Campo Sagrado, localizado na Aldeia Nova Empresa – note que no site da Terral consta ainda antigo nome do Instituto, que sofreu mudanças profundas a partir de 2024. A Terral é uma empresa grande parceira do instituto, que também desde o início apoiou nossas atividades de diversas formas e mantém seu apoio e projetos conjuntos como o trabalho de reflorestamento e preservação de espécimes florestais madeireiras em extinção e a manutenção de agroflorestas medicinais e alimentícias no Sítio Terral Saúde da Floresta, que é mantido de forma particular por diretores do Instituto Flor da Floresta e Terral, sítio parceiro localizado no ramal Muruzinho, que fornece eventuais oportunidades de emprego bem remunerado, além de plantas medicianis e alimentos para os beneficiários do instituto e promove vivências educacionais e de lazer com os membros e visitantes do instituto.

Ainda dentro da linha de óleos essenciais, o instituto atualmente tem como importante parceiro de trabalho a aldeia Novo Natal, e seu grupo de trabalho com medicinas perfumosas Ni Ininipá, coordenado por Tiago Dua Ibã Sales Huni Kui. O instituto vem trabalhando em conjunto com o grupo há 4 anos, auxiliando com recursos para apoio nas obras de construção de seu laboratório e melhorias em sua aldeia, desde diretos por doações ou indiretos através da divulgação de seu trabalho, conseguindo compradores para seus produtos de diversos locais do Brasil e da Europa e também o instituto compra diretamente os óleos essenciais para realizar vivências gratuitas em saúde com aromaterapia na Casa de Saúde da Floresta Mãe Janaína e com práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) no SUS, na unidade básica de saúde do município Antônio Rodrigues Dourado. Ainda existe uma parceria com doação de materiais de laboratório como vidrarias para destilação, embalagens, além da realização de vivências e oficinas conjuntas transdisciplinares que promovem uma troca de saberes e favorecem o desenvolvimento técnico e a segurança sanitária no trabalho laboratorial. Tiago trabalha na produção de óleos essenciais de aromas maravilhosos e únicos da floresta, como Yube Mashe e Itsamin.

Aos interessados em adquirir óleos essenciais orgânicos produzidos de maneira ecológica em respeito com a natureza, podem realizar contato diretamente com o produtor, Dua Ibã – Tiago, segue o contato atual: (68) 99227-0367

O projeto de atuação em saúde mental com aplicação de práticas integrativas e comunitárias em saúde (PICS) que aplicando em atendimentos no SUS, integra atividades de medicina Ayurveda, Yoga e fitoterapia indígena com foco especial à aromaterapia Huni Kui, utilizando óleos essenciais e fitoterápicos produzidos no laboratórios Ni Ininipá e Ni Huá, de plantas cultivadas e colhidas no Viveiro Ni Huá e Aldeia Novo Natal (muitas também provenientes do extrativismo sustentável da floresta), recebeu premiação nacional no Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS, no ano de 2025, devido a importância do impacto causado na saúde mental e social da população com tal trabalho, que valoriza e integra os saberes indígenas com os saberes atuais de saúde, saberes estes que foram excluídos e condenados de diversas formas pela cultura colonialista seja por meio religioso ou social-financeiro.
Tal integração e valorização promove um novo fortalescimento da identidade indígena local, uma quebra de preconceitos, valorização de produtos medicinais e alimentícios locais além dos resultados práticos da efetividade de tais práticas ancestrais na saúde dos pacientes que receberam tal atendimento.
Como forma de prêmio a FioCruz realizou um webdoc sobre tal trabalho, que pode ser visto na integra clicando no link a seguir: Webdoc Aqui Tem SUS – Jordão-AC

Outro ponto bastante valorizado por nosso Instituto é a meliponicultura de abelhas nativas sem ferrão, de forma natural, sem insumos químicos, rações ou outras formas de aumentar a produção. Além do respeito pelos ciclos de retirada de mel, aumento da população de abelhas de forma respeitosa, proteção contra seus predadores, orientamos maneiras seguras de uso do mel e do pólen (conhecidos na região como saborá) como terapêutica na comunidade e para pessoas interessadas em conhecer o insumo, além de envolver parte da comunidade nas ações de retirada do mel, multiplicação de casas, esclarecendo maneiras ecológicas de lidar com as abelhas de forma a obter seus produtos sem prejudicar sua existência, fortalecendo o vínculo com esses animais tão importantes para a manutenção da biodiversidade do planeta, que são as abelhas.
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Por fim tem-se o trabalho com Francisco da Cunha, agricultor de grande experiênicia, conhecedor experiente das plantas medicinais da floresta e produtor de farinha, nosso amigo que acompanha o instituto desde o início no trabalho com alimentos agroecológicos e medicinas da floresta. Participamos junto de Francisco na construção e manutenção de uma casa de farinha no município do Jordão, onde é produzida farinha, beiju e tapioca provenientes de roçados de produtores locais, bem como atualmente vem sendo produzida garapa de cana. Francisco é conhecido como um dos melhores produtores de farinha de macaxeira, tapioca e beiju da região. O local, além da produção de alimento, é um espaço de convivência e bem estar, onde se divulga a cultura tradicional, músicas regionais da tradição acreana e um ponto de encontro de pessoas interessadas nos alimentos.
Acima, Francisco da Cunha em sua casa de farinha
Aos interessados em adquirir tais produtos diretamente do produtor Francisco da Cunha, segue o contato telefônico: 68-992099215




















